Olhando pra sempre

Podia ficar olhando pra sempre essa foto de Breno César

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Foto: Breno César

Para extinguir em nós o azul ausente e aprisionar no azul as coisas gratas

Carlos Pena Filho

Esta fotografia de Breno César para mim é um poema. Um poema do azul, como os sonetos de Carlos Pena Filho, que a cada outro olhar, me pedem o novo, me exigem uma reinvenção.

Eu podia ficar olhando pra sempre esse azul e todas as coisas ínfimas e desimportantes que ele carrega. Poderia extinguir os azuis doloridos, ausentes e tristes e dançar os azuis das borboletas e dos passarinhos.

Também poderia sentar-me quieta, na poltrona azul, abraçada pelas lembranças da avó e o carinho dos amigos que sentam à mesa próxima. Olhar pela janela, ver a chuva e chorar junto com ela por tudo o que se perdeu e perdi de mim.

Olhar outra vez e ver os azuis do mar. Agradecer as delicadezas, os abraços e os encontros. Dançar o azul da vida e sorrir aprisionando no azul as pequenas alegrias.

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