Diálogo

Comentários

  1. É curiosa essa relação do fotógrafo com o copião. Hoje, meu copião é no Lightroom, mas ainda acho esse momento completamente meu. É como se mostrar todo o material, mostrasse também o que eu não quero que vejam de mim, o que não me atrai, o que realmente não quis ver, o meu vacilo.
    Esse momento de edição também faz parte do fotógrafo, como resultado mesmo. É meio que uma reconstrução do próprio olhar, escolhendo ali, que faceta sua você vai escolher mostrar.
    O Copião é o fotógrafo nú em praça pública.

    Texto lindo, Maria, digo, Joana!

    1. Que bom tu lembrar essa história do copião que é o próprio Lightroom, é bem isso mesmo… E acho que esse momento de escolha da faceta (consciente ou não) é fundamental mesmo, porque, com toda essa abundância de espaços de exposição/difusão de imagens, às vezes a sensação é de que pouquíssima coisa tem sido realmente pensada. Você entra no flickr de algumas pessoas e pensa: ‘o fotógrafo está nu’. 😉

  2. Eu sou louca, completamente apaixonada por esse outro lado que ninguém mostra. Moraria nos arquivos de vários fotógrafos. Depois eu comento o texto todo com mais calma. Queria apenas explicitar minha paixão e felicidade por ver esse debate aqui =)

  3. Sou apaixonada por essa coleção organizada por Klein (tenho os 3 originais de coleção “ninguém toca”!). Desnuda completamente o processo. E é no processo que está a obra. Lindo texto, Jo!

    1. Guilherme, é super difícil mesmo, mas um amigo disse que encontrou os torrents de todos os volumes na internet. O nome original do filme é o Contacts (Vol.1,2 e 3). Vê se você tem mais sucesso agora. =)

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