Diálogo

Comentários

  1. Achei interessante o seu ponto de vista, porém discordo por uma simples questão: As fotos são feitas pelos próprios soldados e não por fotojornalistas. Eles não estão lá para documentar de forma imparcial o que acontece, mas para mostrar aquilo que vêm através da sua necessidade pessoal de se expressar, sem essa preocupação jornalística. Trata-se de trabalhos autorais e não jornalísticos.

    Ou seja, eles estão lá para combater e, durante o tempo de folga, utilizam a câmera para registrar o que vêm. Você não vai ver uma foto de ação feita por um soldado, simplesmente porque ele estará no meio dessa ação quando ela acontece. Ele não pode largar o fuzil em meio a guerra, para fotografar o que está acontecendo.

    Daí eu imagino que seria ainda mais improvável que um soldado fotografe um colega ferido ou morto. Primeiro porque ele estará encarregado com outras funções, que não a de fotografar. Segundo que deve ser algo extremamente impactante para eles, que se consideram irmãos, ver um colega ferido ou morto.

    Temos que pensar que o fotógrafo de guerra tem (ou deveria ter) um trabalho documental imparcial – antropológico até – enquanto que o concurso em questão propõe a visão exclusiva do grupo de militares na ativa. São pessoas comuns, que nos seus momentos livres, querem fotografar as coisas boas que também passam em meio a guerra, as belezas dos lugares por onde passaram, os amigos que fizeram, etc…

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